Influência genética na suplementação de cafeína
A suplementação de cafeína já foi demonstrada em diversos estudos como um recurso ergogênico eficaz pensando na melhora do desempenho esportivo. Contudo, existe um fator capaz de interferir nos resultados desta suplementação: a genética. 🧬🧬🧬🧬
Os polimorfismos genéticos impactam a forma como um nutriente é absorvido, metabolizado e excretado. As variações em genes como CYP1A2 e, possivelmente, ADORA2A, interferem na sensibilidade e resposta à cafeína.
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O gene CYP1A2 codifica uma enzima hepática responsável por cerca de 95% do metabolismo da cafeína. Polimorfismos nesse gene alteram o funcionamento desta enzima, impactando na magnitude do efeito da cafeína.
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Portadores do alelo AA são considerados metabolizadores rápidos e se beneficiam dos efeitos ergogênicos da suplementação. Ao passo que, os metabolizadores lentos, que apresentam o polimorfismo, apresentam maiores riscos de efeitos colaterais deletérios. Ainda, a suplementação de cafeína para portadores do alelo CC pode causar não apenas a falta de efeito ergogênico, mas até mesmo a piora na performance esportiva.
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Já o gene ADORA2A, é responsável por codificar receptores A2A de adenosina. A nível cerebral, esses receptores atuam regulando a liberação de dopamina e glutamato, que estão associados à dor e insônia. A cafeína, ao bloquear esses receptores, diminui a percepção de esforço e cansaço, que pode ser benéfico para atletas em condições de jetlag ou em horários irregulares de treinamento ou competição. Considerando essas particularidades genéticas, a dose recomendada de cafeína varia de 3 a 9 mg/kg. O ideal é que seu uso seja feito 60 a 90 minutos antes do exercício físico.
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GUEST, Nanci S. et al. International society of sports nutrition position stand: caffeine and exercise performance. Journal of the International Society of Sports Nutrition, v. 18, n. 1, p. 1-37, 2021.
E aí!? Como o seu organismo responde ao uso da cafeína?

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